Deidra says:
my world is falling apart and I just sit and watch comedy shows and when they're over I realize everything is still the same, plus my cat hates me.
segunda-feira, 30 de junho de 2008
sexta-feira, 27 de junho de 2008
quarta-feira, 25 de junho de 2008
Darei uma dentada nas nossas férias.
Embora parados, separados e encravados, as aventuras do gang não param de acontecer.
Parece que Óscar, Pipoca e Bolota decidiram ir passar um período fora do quintal. Fora do quintal, para longe, bem longe, perto dos campos de milho de onde Pipoquinha tinha sido originária (E sim, há mesmo lá milho).
Tal não foi a surpresa de Óscar ao ter conhecimento da fauna da dita região. As raposas roubar nos-iam a comida, os texugos a roupa e a Pipoquinha sofreria uma lipoaspiração dental por um lobo, e foi esta a previsão da sábia Bolota, que caída de uma árvore tinha conhecimento das altas regiões, dos acontecimentos sinistros e noticias bizarras do mundo. Tal fauna, ao ter sido encontrada no dito local de férias, levou a que Óscar tivesse dúvidas quanto a tal, especialmente, quanto ao facto de que o dito espaço era longe, bem longe do quintal, dos quintais, do mundo, dos transportes do homem. Andar. Andar a Pipoquinha não gostava. Mundo cruel, bixos medonhos, dentes afiados, pêlo vermelho, e texugos. Assim, o mundo de férias ruiu. Ruiu e caiu, rolou pelo monte e chocou contra a negação de um bom tempo de férias. O Mundo não era isto. O Mundo que, como Óscar tinha previsto, deveria ser apenas, e somente apenas, o quintal.
Parece que Óscar, Pipoca e Bolota decidiram ir passar um período fora do quintal. Fora do quintal, para longe, bem longe, perto dos campos de milho de onde Pipoquinha tinha sido originária (E sim, há mesmo lá milho).
Tal não foi a surpresa de Óscar ao ter conhecimento da fauna da dita região. As raposas roubar nos-iam a comida, os texugos a roupa e a Pipoquinha sofreria uma lipoaspiração dental por um lobo, e foi esta a previsão da sábia Bolota, que caída de uma árvore tinha conhecimento das altas regiões, dos acontecimentos sinistros e noticias bizarras do mundo. Tal fauna, ao ter sido encontrada no dito local de férias, levou a que Óscar tivesse dúvidas quanto a tal, especialmente, quanto ao facto de que o dito espaço era longe, bem longe do quintal, dos quintais, do mundo, dos transportes do homem. Andar. Andar a Pipoquinha não gostava. Mundo cruel, bixos medonhos, dentes afiados, pêlo vermelho, e texugos. Assim, o mundo de férias ruiu. Ruiu e caiu, rolou pelo monte e chocou contra a negação de um bom tempo de férias. O Mundo não era isto. O Mundo que, como Óscar tinha previsto, deveria ser apenas, e somente apenas, o quintal.
quinta-feira, 12 de junho de 2008
A História da Bolota
Era uma vez uma Bolota, nos tempos em que vivia ainda na sua árvore que era, diga-se, um sobreiro. Tinha muitas irmãs e irmãos e eram todos felizes na sua grande árvore. Um dia, porém, ainda bem antes da altura em que as bolotas caem da sua árvore, elas conversavam sobre a vida no geral.
-Eu, quando for madura, quero ser uma árvore!-disse a nossa Bolota.
-Uma árvore?-perguntou o Sobreiro e todas as outras bolotas riram-se.
-Nunca serás uma árvore, sabes que nós vamos ser todas comida de porco!
Riu-se a bolota que falou, as outras todas gemeram, mas com alguma tranquilidade, conformadas já com o seu destino. A Bolota calou-se, mas não mudou de ideias. Seria uma árvore!
-Tenho pena, mas a vida de bolota é assim...-declarou o Sobreiro à Bolota, quando as outras bolotas conversavam entre si.-Em qualquer oportunidade, o mundo comer-nos-á. Só umas poucas têm a sorte de crescer e tornar-se uma árvore, mas as hipoteses são poucas de seres tu. Desde que tenho bolotas que elas são dadas aos porcos, a vida é assim.
A Bolota, naquela noite, ficou a pensar. Se se deixasse ficar onde estava, seria comida sem a menor dúvida. Por isso, deveria libertar-se do seu ramo, dizer adeus ao Sobreiro e às suas irmãs e andar, ou melhor, rebolar/saltitar pelo mundo até se tornasse madura suficiente para se enfiar na terra e se tornar árvore. E foi assim, que a Bolota caiu em cima de um saco de batatas fritas, nomeadamente, o do Óscar.
-Eu, quando for madura, quero ser uma árvore!-disse a nossa Bolota.
-Uma árvore?-perguntou o Sobreiro e todas as outras bolotas riram-se.
-Nunca serás uma árvore, sabes que nós vamos ser todas comida de porco!
Riu-se a bolota que falou, as outras todas gemeram, mas com alguma tranquilidade, conformadas já com o seu destino. A Bolota calou-se, mas não mudou de ideias. Seria uma árvore!
-Tenho pena, mas a vida de bolota é assim...-declarou o Sobreiro à Bolota, quando as outras bolotas conversavam entre si.-Em qualquer oportunidade, o mundo comer-nos-á. Só umas poucas têm a sorte de crescer e tornar-se uma árvore, mas as hipoteses são poucas de seres tu. Desde que tenho bolotas que elas são dadas aos porcos, a vida é assim.
A Bolota, naquela noite, ficou a pensar. Se se deixasse ficar onde estava, seria comida sem a menor dúvida. Por isso, deveria libertar-se do seu ramo, dizer adeus ao Sobreiro e às suas irmãs e andar, ou melhor, rebolar/saltitar pelo mundo até se tornasse madura suficiente para se enfiar na terra e se tornar árvore. E foi assim, que a Bolota caiu em cima de um saco de batatas fritas, nomeadamente, o do Óscar.
quarta-feira, 11 de junho de 2008
Irmandade - O Começo
Após três intensos episódios da saga de Óscar & Cia., uma questão se levanta: quem é, afinal, Óscar? E quem são os seus companheiros de aventura? Venho por este meio, pois, esclarecer eventuais dúvidas que poderiam eventualmente ocorrer na mente de eventuais leitores.
Óscar vivia uma vida pacata no interior do seu pacote de batatas fritas hermeticamente fechado. Ora, acontece que Óscar exercia um efeito íman sobre as pessoas. De facto, este é um ponto deveras interessante da sua história: ainda é duvidoso se seria, de facto, Óscar o detentor de tal poder uma vez que, estando encerrado no interior de uma embalagem hermeticamente fechada, impossivel era que as pessoas entrassem realmente em contacto com ele. Assim, presume-se que aquilo que verdadeiramente atraía as referidas pessoas fosse o pacote de Óscar, e não propriamente o dito cujo; formulando a questão de uma forma mais explícita, não podemos dizer ao certo se o efeito íman se devia à essência, ou antes à aparência de Óscar. Mas voltemos à narrativa.
Como referido, Óscar atraía imensas pessoas, facto que muito o transtornava. É que Óscar não primava pelas suas competências sociais, e preferia esconder-se do mundo: podia exibir o seu pacote de batatas fritas, mas a sua verdadeira essência permanecia hermeticamente fechada.
Acontece que, um dia, caiu do céu aos trambolhões uma bolota. Ora, esta não era uma bolota qualquer: tratava-se de uma bolota internacional, vinda directamente da Tailândia, que é como quem diz, vinda directamente da Árvore-das-Bolotas-Trangénicas-com-Sotaque-da-Loja-dos-Trezentos. Toda a sua existência, Bolota conhecera apenas a vida na árvore. Era uma vida feliz, sem grandes preocupações, na companhia das suas irmãs bolotas. Quis o destino, contudo, que se levantasse uma rabanada de vento tal que levou Bolota para longe de tudo aquilo que lhe era familiar.
Na sua queda, Bolota foi colidir precisamente com o pacote de batatas fritas de Óscar. Assustado com a perturbação exterior, o nosso herói viu-se forçado a ganhar coragem e abrir o pacote, de modo a perceber qual a causa do reboliço. Espreitando cuidadosamente pela abertura do pacote, Óscar foi dar com a aventureira Bolota a explorar o novo mundo em que se encontrava, que é o mesmo que dizer, a explorar o quintal.
Óscar nunca antes vira uma bolota. A bem dizer, Óscar nunca antes vira nada que não o seu próprio reflexo no interior do pacote de batatas fritas. Receoso, temendo tratar-se de um humano, Óscar não sabia muito bem como reagir perante aquela situação. A sua atracção irresistivel, contudo, teve efeito sobre a nossa Bolota que, ao avistar Óscar, imediatamente soube que seriam amigos para sempre. Estabelecendo comunicação com o protagonista, Bolota contou-lhe a sua história e depressa iniciaram uma relação de amizade incondicional.
Estavam Óscar e Bolota numa amena cavaqueira quando, subitamente, avistam uma pipoca com maionese vagueando pelo quintal. Vendo-a atordoada e confusa, os dois amigos decidem prestar-lhe auxílio.
Pipoca fora um dia um lindo grão de milho. Invejosos pela sua beleza exótica e intelecto superior, os outros vegetais da horta obrigavam-na a trabalhar para eles em todo o tipo de tarefas. Em suma, era uma pipoca escravizada. Um dia, porém, Pipoca não aguentou mais: cansada de uma vida de escravidão, a nossa amiga revoltou-se contra o sistema e decidiu soltar o Grito do Ipiranga. O grito, propriamente dito, não o pode soltar: Pipoca ficou de tal modo furiosa que explodiu. Literalmente. Durante a explosão, Pipoca metamorfoseou-se e o lindo grão de milho tranformou-se numa ainda mais bonita... enfim... pipoca. Mas a explosão teve ainda o poder de fazer Pipoca levantar voo, um voo gracioso e encantador. O que não foi tão encantador foi a aterragem: Pipoca caiu dentro de um frasco de maionese, ficando repleta daquela substância altamente calórica. Foi precisamente nestes propósitos que Óscar e Bolota a encontraram: cheia de maionese, e ainda atordoada da explosão e da aterragem.
Depressa se estabeleceu uma ligação intensa entre os nossos protagonistas. Amizade verdadeira, dirão alguns, ou conformismo por não serem aceites em nenhum outro grupo, dirão os mais cínicos, o facto é que nasceu assim a Irmandade, que se mantém unida até aos dias de hoje. Posteriormente discutiremos as relações e hierarquias deste grupo de amigos. Por ora é tudo.
Óscar vivia uma vida pacata no interior do seu pacote de batatas fritas hermeticamente fechado. Ora, acontece que Óscar exercia um efeito íman sobre as pessoas. De facto, este é um ponto deveras interessante da sua história: ainda é duvidoso se seria, de facto, Óscar o detentor de tal poder uma vez que, estando encerrado no interior de uma embalagem hermeticamente fechada, impossivel era que as pessoas entrassem realmente em contacto com ele. Assim, presume-se que aquilo que verdadeiramente atraía as referidas pessoas fosse o pacote de Óscar, e não propriamente o dito cujo; formulando a questão de uma forma mais explícita, não podemos dizer ao certo se o efeito íman se devia à essência, ou antes à aparência de Óscar. Mas voltemos à narrativa.
Como referido, Óscar atraía imensas pessoas, facto que muito o transtornava. É que Óscar não primava pelas suas competências sociais, e preferia esconder-se do mundo: podia exibir o seu pacote de batatas fritas, mas a sua verdadeira essência permanecia hermeticamente fechada.
Acontece que, um dia, caiu do céu aos trambolhões uma bolota. Ora, esta não era uma bolota qualquer: tratava-se de uma bolota internacional, vinda directamente da Tailândia, que é como quem diz, vinda directamente da Árvore-das-Bolotas-Trangénicas-com-Sotaque-da-Loja-dos-Trezentos. Toda a sua existência, Bolota conhecera apenas a vida na árvore. Era uma vida feliz, sem grandes preocupações, na companhia das suas irmãs bolotas. Quis o destino, contudo, que se levantasse uma rabanada de vento tal que levou Bolota para longe de tudo aquilo que lhe era familiar.
Na sua queda, Bolota foi colidir precisamente com o pacote de batatas fritas de Óscar. Assustado com a perturbação exterior, o nosso herói viu-se forçado a ganhar coragem e abrir o pacote, de modo a perceber qual a causa do reboliço. Espreitando cuidadosamente pela abertura do pacote, Óscar foi dar com a aventureira Bolota a explorar o novo mundo em que se encontrava, que é o mesmo que dizer, a explorar o quintal.
Óscar nunca antes vira uma bolota. A bem dizer, Óscar nunca antes vira nada que não o seu próprio reflexo no interior do pacote de batatas fritas. Receoso, temendo tratar-se de um humano, Óscar não sabia muito bem como reagir perante aquela situação. A sua atracção irresistivel, contudo, teve efeito sobre a nossa Bolota que, ao avistar Óscar, imediatamente soube que seriam amigos para sempre. Estabelecendo comunicação com o protagonista, Bolota contou-lhe a sua história e depressa iniciaram uma relação de amizade incondicional.
Estavam Óscar e Bolota numa amena cavaqueira quando, subitamente, avistam uma pipoca com maionese vagueando pelo quintal. Vendo-a atordoada e confusa, os dois amigos decidem prestar-lhe auxílio.
Pipoca fora um dia um lindo grão de milho. Invejosos pela sua beleza exótica e intelecto superior, os outros vegetais da horta obrigavam-na a trabalhar para eles em todo o tipo de tarefas. Em suma, era uma pipoca escravizada. Um dia, porém, Pipoca não aguentou mais: cansada de uma vida de escravidão, a nossa amiga revoltou-se contra o sistema e decidiu soltar o Grito do Ipiranga. O grito, propriamente dito, não o pode soltar: Pipoca ficou de tal modo furiosa que explodiu. Literalmente. Durante a explosão, Pipoca metamorfoseou-se e o lindo grão de milho tranformou-se numa ainda mais bonita... enfim... pipoca. Mas a explosão teve ainda o poder de fazer Pipoca levantar voo, um voo gracioso e encantador. O que não foi tão encantador foi a aterragem: Pipoca caiu dentro de um frasco de maionese, ficando repleta daquela substância altamente calórica. Foi precisamente nestes propósitos que Óscar e Bolota a encontraram: cheia de maionese, e ainda atordoada da explosão e da aterragem.
Depressa se estabeleceu uma ligação intensa entre os nossos protagonistas. Amizade verdadeira, dirão alguns, ou conformismo por não serem aceites em nenhum outro grupo, dirão os mais cínicos, o facto é que nasceu assim a Irmandade, que se mantém unida até aos dias de hoje. Posteriormente discutiremos as relações e hierarquias deste grupo de amigos. Por ora é tudo.
Hiperactivo Vegetal - Não lês os meus porquês, nem na mais infima escuridão.
É importante referir que as grandiosas aventuras de Óscar nem sempre se passam na presença dos seus companheiros vegetais, ou por vezes, apenas envolvem um deles, mas, por isso mesmo, serão relatados aqui, por meios talvez inoportunos e desafortunados, mas nunca esquecidos e aqui lembrados.
Drama doesnt follow me it rides on my back
Óscar, como tudos os vegetais sabem, tem algo que poderia ser chamado de tendência, uma predisposição natural para persuadir e puxar para si certas de determinadas coisas, que alguém decidiu chamar de pessoas. Termo estranho, este. Pessoa. Criatura da espécie humana. De qualquer forma, além de conseguir atrair esse bixaroco medonho consegue também atrair algo bem mais interessante e cativante, que consegue manter entretenimento por variadas horas a fio, e sem o qual as relações seriam extremamente fúteis e sem interesse. Algo que dá energia e faz bem à alma. Drama.
Narrativas ou acontecimentos terríveis e comoventes que fazem com que Óscar se consiga mexer, mexer para ver, viver, participar, rir, agir, actuar, tudo sem que, como o mínimo toque, faça desabar mundos incógnitos, de pessoas desconhecidas, as quais cairam nos encantos, nos jardins que nunca são tocados pois, ao se passar o portão, algo gélido sob a espinha sobe, deixando na criatura um sentimento de terror e medo, algo indescritívemente mórbido e frio. Algo que não deve nem merece ser tocado, e quem o fez, não viveu para contar. Bom, isto seria drama. O nosso Óscar não é assim. Vive no seu pacote ao sol, aquecido por esses raios luminosos que cancro causam ás pessoas que se atrevem a sair das suas latas de conserva e se desnudam no cenário de fina areia e água salgada a que chamam praia.
Apesar de aquecido pelo sol, na sua pequena estufa, não é amado por todos. Certamente, pela nossa Pipoquinha com maionaise, mas não pela Bolota trambulhada que decidiu cair de uma árvore e juntar-se ao mundo.
De inicio, tudo corria bem para o trio, mas a pequena Bolota, secretivamente, lá ia pensando, pensando sobre o mundo que a rodeava. Chegou à conclusão que existia mais para além da sua compatriota Pipoca e do altivo Óscar e decidiu, ás escondidas de todos, juntar-se ao cruel mundo, que aliciando-a, comprou-a, e roubou-a do pequeno quintal que rodeava o pacote. Dito isto, Óscar quando descubriu simplesmente não ligou. Sabia que algo aconteceria. Uma Bolota caida nunca seria uma Bolota fiel. E assim foi, Óscar e Pipoquinha assim continuaram no árduo caminho de conhecer o quintal, enquanto que Bolota, que mais ousada era, foi em busca do seu lugar no mundo dos pequenos humanos, crianças fêmeas e fúteis, apenas interessadas em corroer o que a vida lhes deu. O mundo.
Drama doesnt follow me it rides on my back
Óscar, como tudos os vegetais sabem, tem algo que poderia ser chamado de tendência, uma predisposição natural para persuadir e puxar para si certas de determinadas coisas, que alguém decidiu chamar de pessoas. Termo estranho, este. Pessoa. Criatura da espécie humana. De qualquer forma, além de conseguir atrair esse bixaroco medonho consegue também atrair algo bem mais interessante e cativante, que consegue manter entretenimento por variadas horas a fio, e sem o qual as relações seriam extremamente fúteis e sem interesse. Algo que dá energia e faz bem à alma. Drama.
Narrativas ou acontecimentos terríveis e comoventes que fazem com que Óscar se consiga mexer, mexer para ver, viver, participar, rir, agir, actuar, tudo sem que, como o mínimo toque, faça desabar mundos incógnitos, de pessoas desconhecidas, as quais cairam nos encantos, nos jardins que nunca são tocados pois, ao se passar o portão, algo gélido sob a espinha sobe, deixando na criatura um sentimento de terror e medo, algo indescritívemente mórbido e frio. Algo que não deve nem merece ser tocado, e quem o fez, não viveu para contar. Bom, isto seria drama. O nosso Óscar não é assim. Vive no seu pacote ao sol, aquecido por esses raios luminosos que cancro causam ás pessoas que se atrevem a sair das suas latas de conserva e se desnudam no cenário de fina areia e água salgada a que chamam praia.
Apesar de aquecido pelo sol, na sua pequena estufa, não é amado por todos. Certamente, pela nossa Pipoquinha com maionaise, mas não pela Bolota trambulhada que decidiu cair de uma árvore e juntar-se ao mundo.
De inicio, tudo corria bem para o trio, mas a pequena Bolota, secretivamente, lá ia pensando, pensando sobre o mundo que a rodeava. Chegou à conclusão que existia mais para além da sua compatriota Pipoca e do altivo Óscar e decidiu, ás escondidas de todos, juntar-se ao cruel mundo, que aliciando-a, comprou-a, e roubou-a do pequeno quintal que rodeava o pacote. Dito isto, Óscar quando descubriu simplesmente não ligou. Sabia que algo aconteceria. Uma Bolota caida nunca seria uma Bolota fiel. E assim foi, Óscar e Pipoquinha assim continuaram no árduo caminho de conhecer o quintal, enquanto que Bolota, que mais ousada era, foi em busca do seu lugar no mundo dos pequenos humanos, crianças fêmeas e fúteis, apenas interessadas em corroer o que a vida lhes deu. O mundo.
segunda-feira, 9 de junho de 2008
Hiperactivo Vegetal - A Página 1
Era um dia de Sol intenso. Óscar não gostava desses dias, porque os raios ultravioleta entravam no seu pacotinho de batata frita e magoavam os seus frágeis olhos.Foi então que a Irmandade se juntou, os dois vegetais salgados e o fruto seco, na missão de encontrar uns óculos de Sol para defender o pobre Óscar dos malignos raios de Sol.
Procuraram e procuraram pelas ruas da sua cidade, por entre manadas de pessoas, gordas e com pés estranhos e sardas escuras afinal não tão escuras. Procuraram também roupinha para os vegetais sem nome, mas nada encontraram.
Houve uma epifania, numa loja em especial, numa estante cheia de óculos. Mas, se primeiro pensava-se que Deus tinha iluminado a pipoca para os óculos mais foleiros à face da terra, não, Óscar é que tinha mesmo encontrado os óculos da sua vida!
Comeram os vegetais carne e cereais, sem tocar nos vegetais que seria canibalismo vegetal, e os vegetais têm regras e moral. O Óscar, pobrezinho, ficou sem pilhas, de tanto enfardar carne, apesar de não ter sido assim tanta a quantidade, ele simplesmente comia tão lentamente que dava a impressão de ser muito. A bolota, conhecida pelas suas habilidades de aspirador galáctico
(© Óscar), riu-se e gozou das capacidades ridículas de devorar do bichinho, mas, rapidamente, levou um olhar agressivo e calou-se.

