Era uma vez uma Bolota, nos tempos em que vivia ainda na sua árvore que era, diga-se, um sobreiro. Tinha muitas irmãs e irmãos e eram todos felizes na sua grande árvore. Um dia, porém, ainda bem antes da altura em que as bolotas caem da sua árvore, elas conversavam sobre a vida no geral.
-Eu, quando for madura, quero ser uma árvore!-disse a nossa Bolota.
-Uma árvore?-perguntou o Sobreiro e todas as outras bolotas riram-se.
-Nunca serás uma árvore, sabes que nós vamos ser todas comida de porco!
Riu-se a bolota que falou, as outras todas gemeram, mas com alguma tranquilidade, conformadas já com o seu destino. A Bolota calou-se, mas não mudou de ideias. Seria uma árvore!
-Tenho pena, mas a vida de bolota é assim...-declarou o Sobreiro à Bolota, quando as outras bolotas conversavam entre si.-Em qualquer oportunidade, o mundo comer-nos-á. Só umas poucas têm a sorte de crescer e tornar-se uma árvore, mas as hipoteses são poucas de seres tu. Desde que tenho bolotas que elas são dadas aos porcos, a vida é assim.
A Bolota, naquela noite, ficou a pensar. Se se deixasse ficar onde estava, seria comida sem a menor dúvida. Por isso, deveria libertar-se do seu ramo, dizer adeus ao Sobreiro e às suas irmãs e andar, ou melhor, rebolar/saltitar pelo mundo até se tornasse madura suficiente para se enfiar na terra e se tornar árvore. E foi assim, que a Bolota caiu em cima de um saco de batatas fritas, nomeadamente, o do Óscar.
-Eu, quando for madura, quero ser uma árvore!-disse a nossa Bolota.
-Uma árvore?-perguntou o Sobreiro e todas as outras bolotas riram-se.
-Nunca serás uma árvore, sabes que nós vamos ser todas comida de porco!
Riu-se a bolota que falou, as outras todas gemeram, mas com alguma tranquilidade, conformadas já com o seu destino. A Bolota calou-se, mas não mudou de ideias. Seria uma árvore!
-Tenho pena, mas a vida de bolota é assim...-declarou o Sobreiro à Bolota, quando as outras bolotas conversavam entre si.-Em qualquer oportunidade, o mundo comer-nos-á. Só umas poucas têm a sorte de crescer e tornar-se uma árvore, mas as hipoteses são poucas de seres tu. Desde que tenho bolotas que elas são dadas aos porcos, a vida é assim.
A Bolota, naquela noite, ficou a pensar. Se se deixasse ficar onde estava, seria comida sem a menor dúvida. Por isso, deveria libertar-se do seu ramo, dizer adeus ao Sobreiro e às suas irmãs e andar, ou melhor, rebolar/saltitar pelo mundo até se tornasse madura suficiente para se enfiar na terra e se tornar árvore. E foi assim, que a Bolota caiu em cima de um saco de batatas fritas, nomeadamente, o do Óscar.

10 comentários:
Uma Bolota renegada, a lutar pelo seu destino, contra todos os ventos fortes que a empurravam para mais perco do curral, contra todos os abanos dos homens ao grande Sobreiro de modo a conseguir arranjar os tais frutos secos para alimentar os animais que os alimentariam a eles. Oh, o grande ciclo da vida gira, gira, e gira. E tu onde estás? Porque uma Bolota lutadora, com força para vencer as intempéries da vida e dos sujeitos que a tentam comer não és tu. Não.
Tu és aquela Bolota que espera cair. Espera cair no chão para lá ficar, tombada e de pernas para o ar para conseguir ver por baixo das saias das meninas que pelo redor do grande Sobreiro se sentam, seguras de que estão sós, sem homens pervertidos para as corromperem. Mas esquecem-se. Esquecem-se de ti. Da tua mente retorcida e porca. Quem sabe, um dia não venhas tu também a comer uma das tuas irmãs.
Eu queria ser uma árvore, mas a perversão corrompeu-me! :'( É preciso um ser-das-profundidades-do-saco-de-batatas-fritas para salvar-me!
Oh god. Anyway, temos bolota suicida. Aos amigos ela diz que foi levada por uma rabanada de vento, e depois vem aqui dizer que se atirou de propósito. Emo.
Não.
Houve uma corrupção houve, mas não nesse sentido. Bolota como bolota és foste tu quem corrompeu a corrupção e fez dela ainda mais depravada, enjoativa e enraivada, quebrando o espaço que havia entre ela e a salvação, salvação pura e branca, longe de tudo e todos. Mas agora não passa disso. Corrupção. Nua, despida.
Tu.
A Bolota não é emo! É corajosa!
E, não corrompi a Bolota, a Bolota... encontra-se simplesmente a descansar, ser tão corajosa e rebelde gasta muita energia!
Corajosa só em fazer más acções. Acções que expõem as meninas aos teus olhos cruéis de ser vil e depravado, cuja mente apenas pensa em corpos, corpos desnudos e suados, banhados pela luz do sol do entardecer, colados como o céu e o mar dessa mesma tarde.
Bolota, Bolota.
Vê no que te tornas, poderás vir a nunca ter lugar no grande ciclo do quintal.
:(, eu queria ser a árvore do quintal!
dps a pipoca é que está queimada...
Ser uma árvore do quintal.
Ser.
Existir.
Porque queres ser tu uma árvore do quintal? Porquê uma árvore, porquê no quintal?
Ser livre e solta não é o que toda a Bolota corajosa como tu deseja ser? Porquê ficar presa num sitio só, sem poder conhecer o mundo, ficar travada da vida, ter filhos e crescer sem nunca poder ver aquilo que poderia ser, o que se poderia tornar.
Secalhar o quintal não é o melhor sitio para uma bolota como tu.
Secalhar.
Não temos cuecas de menina.
Nem menina temos.
Somos apenas nós.
Só nós.
Escravos da descoberta e do medo, assustados de nós e dos outros. Presos.
Qualquer bolota acaba por se tornar em árvore, ou ser comida por algum bicho (oh noes, God save me from the pigs!´), é assim a vida de uma bolota! E já que és uma pseudo-toupeira... tu e a pipoca metem-me num vaso num carrinho e podemos ir descobrir o mundo juntas na mesma!
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