Após três intensos episódios da saga de Óscar & Cia., uma questão se levanta: quem é, afinal, Óscar? E quem são os seus companheiros de aventura? Venho por este meio, pois, esclarecer eventuais dúvidas que poderiam eventualmente ocorrer na mente de eventuais leitores.
Óscar vivia uma vida pacata no interior do seu pacote de batatas fritas hermeticamente fechado. Ora, acontece que Óscar exercia um efeito íman sobre as pessoas. De facto, este é um ponto deveras interessante da sua história: ainda é duvidoso se seria, de facto, Óscar o detentor de tal poder uma vez que, estando encerrado no interior de uma embalagem hermeticamente fechada, impossivel era que as pessoas entrassem realmente em contacto com ele. Assim, presume-se que aquilo que verdadeiramente atraía as referidas pessoas fosse o pacote de Óscar, e não propriamente o dito cujo; formulando a questão de uma forma mais explícita, não podemos dizer ao certo se o efeito íman se devia à essência, ou antes à aparência de Óscar. Mas voltemos à narrativa.
Como referido, Óscar atraía imensas pessoas, facto que muito o transtornava. É que Óscar não primava pelas suas competências sociais, e preferia esconder-se do mundo: podia exibir o seu pacote de batatas fritas, mas a sua verdadeira essência permanecia hermeticamente fechada.
Acontece que, um dia, caiu do céu aos trambolhões uma bolota. Ora, esta não era uma bolota qualquer: tratava-se de uma bolota internacional, vinda directamente da Tailândia, que é como quem diz, vinda directamente da Árvore-das-Bolotas-Trangénicas-com-Sotaque-da-Loja-dos-Trezentos. Toda a sua existência, Bolota conhecera apenas a vida na árvore. Era uma vida feliz, sem grandes preocupações, na companhia das suas irmãs bolotas. Quis o destino, contudo, que se levantasse uma rabanada de vento tal que levou Bolota para longe de tudo aquilo que lhe era familiar.
Na sua queda, Bolota foi colidir precisamente com o pacote de batatas fritas de Óscar. Assustado com a perturbação exterior, o nosso herói viu-se forçado a ganhar coragem e abrir o pacote, de modo a perceber qual a causa do reboliço. Espreitando cuidadosamente pela abertura do pacote, Óscar foi dar com a aventureira Bolota a explorar o novo mundo em que se encontrava, que é o mesmo que dizer, a explorar o quintal.
Óscar nunca antes vira uma bolota. A bem dizer, Óscar nunca antes vira nada que não o seu próprio reflexo no interior do pacote de batatas fritas. Receoso, temendo tratar-se de um humano, Óscar não sabia muito bem como reagir perante aquela situação. A sua atracção irresistivel, contudo, teve efeito sobre a nossa Bolota que, ao avistar Óscar, imediatamente soube que seriam amigos para sempre. Estabelecendo comunicação com o protagonista, Bolota contou-lhe a sua história e depressa iniciaram uma relação de amizade incondicional.
Estavam Óscar e Bolota numa amena cavaqueira quando, subitamente, avistam uma pipoca com maionese vagueando pelo quintal. Vendo-a atordoada e confusa, os dois amigos decidem prestar-lhe auxílio.
Pipoca fora um dia um lindo grão de milho. Invejosos pela sua beleza exótica e intelecto superior, os outros vegetais da horta obrigavam-na a trabalhar para eles em todo o tipo de tarefas. Em suma, era uma pipoca escravizada. Um dia, porém, Pipoca não aguentou mais: cansada de uma vida de escravidão, a nossa amiga revoltou-se contra o sistema e decidiu soltar o Grito do Ipiranga. O grito, propriamente dito, não o pode soltar: Pipoca ficou de tal modo furiosa que explodiu. Literalmente. Durante a explosão, Pipoca metamorfoseou-se e o lindo grão de milho tranformou-se numa ainda mais bonita... enfim... pipoca. Mas a explosão teve ainda o poder de fazer Pipoca levantar voo, um voo gracioso e encantador. O que não foi tão encantador foi a aterragem: Pipoca caiu dentro de um frasco de maionese, ficando repleta daquela substância altamente calórica. Foi precisamente nestes propósitos que Óscar e Bolota a encontraram: cheia de maionese, e ainda atordoada da explosão e da aterragem.
Depressa se estabeleceu uma ligação intensa entre os nossos protagonistas. Amizade verdadeira, dirão alguns, ou conformismo por não serem aceites em nenhum outro grupo, dirão os mais cínicos, o facto é que nasceu assim a Irmandade, que se mantém unida até aos dias de hoje. Posteriormente discutiremos as relações e hierarquias deste grupo de amigos. Por ora é tudo.
Óscar vivia uma vida pacata no interior do seu pacote de batatas fritas hermeticamente fechado. Ora, acontece que Óscar exercia um efeito íman sobre as pessoas. De facto, este é um ponto deveras interessante da sua história: ainda é duvidoso se seria, de facto, Óscar o detentor de tal poder uma vez que, estando encerrado no interior de uma embalagem hermeticamente fechada, impossivel era que as pessoas entrassem realmente em contacto com ele. Assim, presume-se que aquilo que verdadeiramente atraía as referidas pessoas fosse o pacote de Óscar, e não propriamente o dito cujo; formulando a questão de uma forma mais explícita, não podemos dizer ao certo se o efeito íman se devia à essência, ou antes à aparência de Óscar. Mas voltemos à narrativa.
Como referido, Óscar atraía imensas pessoas, facto que muito o transtornava. É que Óscar não primava pelas suas competências sociais, e preferia esconder-se do mundo: podia exibir o seu pacote de batatas fritas, mas a sua verdadeira essência permanecia hermeticamente fechada.
Acontece que, um dia, caiu do céu aos trambolhões uma bolota. Ora, esta não era uma bolota qualquer: tratava-se de uma bolota internacional, vinda directamente da Tailândia, que é como quem diz, vinda directamente da Árvore-das-Bolotas-Trangénicas-com-Sotaque-da-Loja-dos-Trezentos. Toda a sua existência, Bolota conhecera apenas a vida na árvore. Era uma vida feliz, sem grandes preocupações, na companhia das suas irmãs bolotas. Quis o destino, contudo, que se levantasse uma rabanada de vento tal que levou Bolota para longe de tudo aquilo que lhe era familiar.
Na sua queda, Bolota foi colidir precisamente com o pacote de batatas fritas de Óscar. Assustado com a perturbação exterior, o nosso herói viu-se forçado a ganhar coragem e abrir o pacote, de modo a perceber qual a causa do reboliço. Espreitando cuidadosamente pela abertura do pacote, Óscar foi dar com a aventureira Bolota a explorar o novo mundo em que se encontrava, que é o mesmo que dizer, a explorar o quintal.
Óscar nunca antes vira uma bolota. A bem dizer, Óscar nunca antes vira nada que não o seu próprio reflexo no interior do pacote de batatas fritas. Receoso, temendo tratar-se de um humano, Óscar não sabia muito bem como reagir perante aquela situação. A sua atracção irresistivel, contudo, teve efeito sobre a nossa Bolota que, ao avistar Óscar, imediatamente soube que seriam amigos para sempre. Estabelecendo comunicação com o protagonista, Bolota contou-lhe a sua história e depressa iniciaram uma relação de amizade incondicional.
Estavam Óscar e Bolota numa amena cavaqueira quando, subitamente, avistam uma pipoca com maionese vagueando pelo quintal. Vendo-a atordoada e confusa, os dois amigos decidem prestar-lhe auxílio.
Pipoca fora um dia um lindo grão de milho. Invejosos pela sua beleza exótica e intelecto superior, os outros vegetais da horta obrigavam-na a trabalhar para eles em todo o tipo de tarefas. Em suma, era uma pipoca escravizada. Um dia, porém, Pipoca não aguentou mais: cansada de uma vida de escravidão, a nossa amiga revoltou-se contra o sistema e decidiu soltar o Grito do Ipiranga. O grito, propriamente dito, não o pode soltar: Pipoca ficou de tal modo furiosa que explodiu. Literalmente. Durante a explosão, Pipoca metamorfoseou-se e o lindo grão de milho tranformou-se numa ainda mais bonita... enfim... pipoca. Mas a explosão teve ainda o poder de fazer Pipoca levantar voo, um voo gracioso e encantador. O que não foi tão encantador foi a aterragem: Pipoca caiu dentro de um frasco de maionese, ficando repleta daquela substância altamente calórica. Foi precisamente nestes propósitos que Óscar e Bolota a encontraram: cheia de maionese, e ainda atordoada da explosão e da aterragem.
Depressa se estabeleceu uma ligação intensa entre os nossos protagonistas. Amizade verdadeira, dirão alguns, ou conformismo por não serem aceites em nenhum outro grupo, dirão os mais cínicos, o facto é que nasceu assim a Irmandade, que se mantém unida até aos dias de hoje. Posteriormente discutiremos as relações e hierarquias deste grupo de amigos. Por ora é tudo.

1 comentário:
Sim senhora, temos artista. Uma pipoca caída do céu, (começo a ver um padrão), toda torrada e bezuntada, que ainda sabe escrever.
*Clap*
<3
E Gostei de como terminou, com uma linda conclusão.
Gostei.
*Entrega o prémio de artista do mês*
E o belo Óscar, El CIA agent, com seus side~kicks, a Bolota fugitiva e a Pipoca Laroca.
http://img.photobucket.com/albums/v293/Ibuki/Hiperactivo%20vegetal/eloscar.jpg
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