quarta-feira, 24 de março de 2010

Bento numero Uno

3 factos sobre mim:

1. Eu nunca descasquei uma maçã na vida.
2. Eu não gosto de ir arrumando a cozinha (nunca) quando estou a cozinhar.
3. Tem muito texto? Não leio, vejo as imagens.

Em função destes 3 factos surgiram 3 consequências:

1. Os meus coelhos de maçã estão todos mal cortados.
2. Tenho a cozinha em pantanas.
3. Não sei se se pode fazer bentos de um dia para o outro, visto que alguma comida fica "podre", tipo as maçãs, e devia ter lido a parte de como conservar a comida, e aposto que amanhã os meus coelhos tão nojentos.

Isto dito, fiz a minha primeira bento. Mais uma vez não tive paxorra para ler receitas por isso foi meio a olho e como toda a gente sabe, com o menor esforço possivel. Espero que amanhã ainda esteja algo comestivel.


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Sim, eu sei que os olhos e as bocas estão mal cortados, mas já disse, eu nunca tinha cortado maçãs e é realmente mais dificil do que parece, especialmente coisinhas tão pequeninas.

Podia ser pior.

É um bom lema.
Podia ser pior, logo nunca ficamos tão descontentes com o que temos ou tivemos porque, lets face it, podia ser pior.
Pode sempre ser pior. E não queremos arriscar acontecer o que acontece sempre nos filmes - depois de várias cenas extenuantes, o herói acaba por dizer "Isto não pode piorar" e enfim, piora. Por isso, o sempre inteligente Óscar não cairá nesse erro.
E graças a ti posso chapinhar na realidade que existe fora de casa, do mundo com pessoas e barulho e coisas para fazer. É bom e eu preciso disso. Foi o que me mandaram fazer, "Tens que sair mais, tens que te abrir mais, tens que...". E assim, cá andamos nós a chapinhar no mundo au naturelle, para não ficarmos selados no nosso pacote de batatas fritas que há muito foi esquecido. E temos que admitir, até sem sido giro. Back to the old days, once a week.

E por curiosidade,
Há ainda algum leitor por ai? Se sim, levante a mão.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Tempicitudes de um fado calado

O tempo começou a correr, e nunca mais parou.
Não o consigo apanhar, por muito que corra atrás dele.
Onde será que o tempo vai,
com tanta pressa por aí,
ainda escorrega e cai.

Não sei quem corre mais rápido,
se o tempo ou a deterioração.
Corre e corre e tudo esqueço,
sem conseguir lembrar.

Quanto menos pensar mais feliz eu sou,
mas quem consegue desligar
uma mente sem chorar
por perder
o que já não poderá mais ver.

Todos nos queixamos quando muito temos que trabalhar
mas o sentimento de nada, sem ser nos hospícios,
sempre nos atormenta e cai
naquele fundo de dor de não ser ninguém e nada ter,
nem nada fazer, nem nada dizer.

O ser humano é deveras complicado,
ora reclama pelo que tem, ora chora pelo que não tem.
Mas o tempo nunca para,
o mundo sempre a girar,
os segundos sempre a passar
e nós na mesma
até que um dia,

gone.