quarta-feira, 11 de junho de 2008

Hiperactivo Vegetal - Não lês os meus porquês, nem na mais infima escuridão.

É importante referir que as grandiosas aventuras de Óscar nem sempre se passam na presença dos seus companheiros vegetais, ou por vezes, apenas envolvem um deles, mas, por isso mesmo, serão relatados aqui, por meios talvez inoportunos e desafortunados, mas nunca esquecidos e aqui lembrados.

Drama doesnt follow me it rides on my back

Óscar, como tudos os vegetais sabem, tem algo que poderia ser chamado de tendência, uma predisposição natural para persuadir e puxar para si certas de determinadas coisas, que alguém decidiu chamar de pessoas. Termo estranho, este. Pessoa. Criatura da espécie humana. De qualquer forma, além de conseguir atrair esse bixaroco medonho consegue também atrair algo bem mais interessante e cativante, que consegue manter entretenimento por variadas horas a fio, e sem o qual as relações seriam extremamente fúteis e sem interesse. Algo que dá energia e faz bem à alma. Drama.
Narrativas ou acontecimentos terríveis e comoventes que fazem com que Óscar se consiga mexer, mexer para ver, viver, participar, rir, agir, actuar, tudo sem que, como o mínimo toque, faça desabar mundos incógnitos, de pessoas desconhecidas, as quais cairam nos encantos, nos jardins que nunca são tocados pois, ao se passar o portão, algo gélido sob a espinha sobe, deixando na criatura um sentimento de terror e medo, algo indescritívemente mórbido e frio. Algo que não deve nem merece ser tocado, e quem o fez, não viveu para contar. Bom, isto seria drama. O nosso Óscar não é assim. Vive no seu pacote ao sol, aquecido por esses raios luminosos que cancro causam ás pessoas que se atrevem a sair das suas latas de conserva e se desnudam no cenário de fina areia e água salgada a que chamam praia.

Apesar de aquecido pelo sol, na sua pequena estufa, não é amado por todos. Certamente, pela nossa Pipoquinha com maionaise, mas não pela Bolota trambulhada que decidiu cair de uma árvore e juntar-se ao mundo.
De inicio, tudo corria bem para o trio, mas a pequena Bolota, secretivamente, lá ia pensando, pensando sobre o mundo que a rodeava. Chegou à conclusão que existia mais para além da sua compatriota Pipoca e do altivo Óscar e decidiu, ás escondidas de todos, juntar-se ao cruel mundo, que aliciando-a, comprou-a, e roubou-a do pequeno quintal que rodeava o pacote. Dito isto, Óscar quando descubriu simplesmente não ligou. Sabia que algo aconteceria. Uma Bolota caida nunca seria uma Bolota fiel. E assim foi, Óscar e Pipoquinha assim continuaram no árduo caminho de conhecer o quintal, enquanto que Bolota, que mais ousada era, foi em busca do seu lugar no mundo dos pequenos humanos, crianças fêmeas e fúteis, apenas interessadas em corroer o que a vida lhes deu. O mundo.

6 comentários:

Natrina disse...

Feeling todo dramatico-culto (vê o tamanho das frases! altamente literário), que é bastante bom, sem ser que, enfim, no conteúdo atiras a bolota para longe da narrativa... >.> Bolota is an unhappy bolota!

Óscar disse...

Quem escolheu o caminho fácil, longe do quintal, foi a Bolota.

Investigação VPI disse...

A pipoca com maionese ainda tentou perceber a historia, mas a dinâmica entre a bolota e o óscar é demasiado complexa para alguém cujo cerebro explodiu durante a metamorfose milho-pipoca

Óscar disse...

É muito simples, na verdade.
A Bolota encontrou-nos quando caiu, mas nós não eramos suficientes para saciar a sua sede, então ela deixou-nos para ir ter com pitas.

Natrina disse...

A Bolota não tem sede <.<

Óscar disse...

*ahem*

Cuidado com as afirmações, poderás vir a nunca mais ter que beber.