
A ansiedade provoca dentre outras coisas compulsão alimentar, transtorno na conduta alimentar que leva o individuo a comer excessivamente, perdendo o controle sobre a quantidade de alimento que ingerem.
Eu fiz um um tacho gigante de batatas fritas e nuggets. Estava a abarrotar mas eu tinha que comer. Eu tinha que comer e comi e fiquei mal disposta mas mesmo depois, eu ainda queria comer mais. Sou como um espião paranóico - Eu já matei o tipo mau mas mesmo assim continuo a dar-lhe tiros, não vá o dito cujo não estar bem morto.
Para evitar essas crises de ansiedade onde a única coisa que pensamos é atacar a dispensa prefira alimentos que você pode comer com as mãos, como frutas, pães, nozes, etc. Comer com as mãos os ajuda a aliviar o stress e consequentemente a ansiedade.
Eu como com as mãos. Acho que não tenho prazer nenhum em comer se for de outra forma. Gosto de comer coisas em pedaços, como bolachas ou cereais sem leite. Eu não como uma refeição com talheres e prato há uns bons tempos, até porque nem tenho loiça limpa, mas não é a mesma coisa.
Não dormindo osuficiente – Quando o corpo não dorme o suficiente, duas hormonas são afectadas: leptina e grelina. São responsáveis por controlar o apetite e fazer nos sentirmo-nos satisfeitos. Quando não dormimos o suficiente, temos uma baixa na leptina e um aumento na grelina, fazendo com que possamos ter um aumento no apetite quando estivermos acordados
Faz sentido. Eu não durmo. Estou sempre demasiado cheia para conseguir ficar deitada sem ficar mal disposta.
Usando a comida como terapia anti-stress – Muitas pessoas lidam com stress, tristeza e frustração com comida. Mas se te amarras a um litro de gelado a cada chateação que tiveres, vais estar a comer bem mais calorias do que precisas. Larga o talher e liga para um amigo, faz um diário, exercícios, toma um banho. Encontre uma forma de aliviar as emoções sem precisar de comida.
Pode parecer um exagero, mas existem pessoas viciadas em engolir compulsivamente.
Eu não sei se é bem o engolir. Eu acho que é mais o ter a boca ocupada, a mastigar.
Outras pesquisas,agora sobre a relação da dependência em drogas com a dependência em alimentos, mostram que quando mastigamos alimentos supercalóricos, como batatas fritas, bolachas, e chocolates, o cérebro cria substâncias químicas de bem-estar, com efeitos calmantes sobre o corpo. Tal qual os viciados em drogas (ou em álcool) elas passam a devorar alimentos em busca de períodos de saciedade.
Quem come muito devora os alimentos para satisfazer um desejo, sentir um sabor agradável ou pura e simplesmente aplacar a ansiedade. Mas o efeito reboot deste delírio gastronómico é triste, passamos a sentir-nos gordos e feios. Os compulsivos agarram-se ao prato como se agarrassem à vida e nunca sabem a hora do basta.
Caso esteja nervosa, angustiada ou literalmente exausta, apele a outras possibilidades. Primeiro, respire fundo, erga os braços e conte até dez... ou vinte! E aí, rapidinho, pegue a agenda, ligue para amigos que há muito não vê, leve o cachorro para dar uma volta no quarteirão, faça uma máscara facial...
O problema do comportamento compulsivo é que quando ele termina, o vazio permanece. Portanto, torna-se um ciclo constante, na busca incansável do preenchimento do vazio através da comida.
Segundo a autora Roth (1993), a compulsão não desenvolve-se no vazio, no vácuo, ela inicia-se no relacionamento. Recorre-se à comida quando o indivíduo sente que não é importante para aqueles que ama. Além disto, a compulsão alimentar pode estar relacionada à dificuldade em lidar com os problemas.
O indivíduo compulsivo não consegue libertar-se do prazer que obtém com a comida, já que esta “liberdade” implica também em lidar com sentimentos não tão prazerosos, como suas angústias e em conhecer-se mais intimamente.


Sem comentários:
Enviar um comentário