sexta-feira, 2 de outubro de 2009

One can't complain.

Tal como é habito entrámos oficialmente ontem na depressão motivo-emocional deste seu autor. O fenómeno parece ser cíclico. A bem dizer, é mais para o emoness, que se acentua mais quando perto de um computador. As coisas simplesmente morrem e surge uma passividade e inércia tanta que simplesmente, morre. A morte súbita só não ocorre aquando a não abertura de portais que dêem para o contacto com o mundo/pessoas.

Depois renasce, leva um estalo e volta a morrer.

Irritou-me estar a coscuvilhar em blogs de antigas pessoas de turma de B e ver como tudo está bem e feliz. Mas o que me irritou-me mesmo foi que uns 70% dos posts eram sobre "eu fui de férias" e já não bastante o facto de irem de férias muitas vezes, ainda vão a muitos lugares, incluindo internacionalmente. Ora, nós também queremos, se bem que é um bocado inútil, mal lá chegássemos as pilhas morreriam. Mas isso não quer dizer que eu não mereça ir, e vá, o lado B também merece um bocadinho. Até os mais, como dizer, feios da turma têm namorados (o que é facilmente explicável: os feios namoram com os feios, da turma) e quer dizer, há limites. Mas anda toda a gente bem e eu ando aqui no troco-passo.
Não está certo.
Anda tudo a fazer encontros nas minhas costas, a sair e a fazer sei lá o que, mas eu também quero fazer sei lá o quê, porque honestamente já não sei mais o que fazer para entreter a criatura!

Por isso, aqui fica o pedido de ajuda,
Tirem-me esta gaja do meu pacote, eu preciso de uns tempos de descanço! Eu pago!


One can't complain. I have my friends. Someone spoke to me only yesterday.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Eu sou como uma cassete, o lado B é tão miserável como o lado O

Conseguir passar nas três fases que Murstein propôs parece-me fácil. São apenas três. Só temos que ser lindos, criar interesse na pessoa e estar incluído nos seus planos de vida e ter objectivos idênticos (caro leitor, esta informação pode não estar correcta devido ao facto da minha memória ser quase tão hipoactiva, perdão, hiper, como eu).

É, no mínimo, frustrante chegar à final e sair de lá com o prémio de consolação (ou sem ele). Mas não seria de esperar muito de alguém sem objectivos, e por sinal, sem vida, caso contrário esta autópsia seria impossível de ser realizada, com exactidão, pelo menos.
Mas é nesta altura que os mais precavidos saem a ganhar - separar e conquistar. Ora, já estando alerta para o facto da etapa número três não poder ser ultrapassada pelos motivos anteriormente referidos, o morador do pacote de batatas levou a cabo uma relação paralela (na verdade foram duas, mas essa outra também saiu furada por isso não importa muito). Como acabou de ser avançado e, como o leitor mais atento já conseguiu aprender, essa também não correu bem. Não sei bem em que fase ficou, penso que na segunda. Mas ao que parece as relações não conseguem sobreviver permanentemente nessa segunda etapa (talvez por isso Murstein tenha criado três, tipo esperto). Bem, segundo parece e ouvi dizer, tinha qualquer coisa a ver com um quintal e o cultivo de ervas daninhas mas como estava excepcionalmente um pouco distraído não apanhei muito da conversa, mas que fique bem claro que de ervas não percebo eu, logo não me posso pronunciar sobre a questão e, efectivamente, não me pronunciei na altura.


Como não podia deixar de ser, num texto de mais de três linhas, eu já não faço ideia do que estava a escrever e também não tenho pachorra para ler (isso cabe ao meu dedicado leitor a quem aprecio de veras o investimento neste seu adorado autor).

E assim me despeço, visto que:
"Quando não há nada a fazer o melhor é não fazer nada."


Pathetic," he said. "That's what it is. Pathetic."
He turned and walked slowly down the stream for twenty yards, splashed across it, and walked slowly back on the other side. Then he looked at himself in the water again.
"As I thought," he said. "No better from this side. But nobody minds. Nobody cares. Pathetic, that's what it is."

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

A M A T A - M E

Não percebo. Eu. não. percebo. Não gosto de estar sobre gelo fino. Fazer pressão fá-lo quebrar.

O ser humano, tal como os outros bixos é dotado do medo. É uma boa maneira de nos mantermos vivos, pelo menos por fora. Se temos medo, fugimos, se fugimos, não nos magoamos. Ou magoamos?
Ficar na ignorância é um dom, mas sem dúvida que uma maldição para os curiosos. Mas como tudo na vida, tudo tem duas caras. É quase impossivel dizer que conhecemos alguém quando na verdade nem eles se conhecem. Para que? Se nos cansamos de pessoas que se tornam habituais na nossa vida para quê conhecermo-nos a nós próprios e cair na mesma prisão que caímos com os outros? Tudo se tornaria constrangedor quando nos olharíamos ao espelho, estando na mesma presença que a entidade que já não nos entusiasma e não provoca em nós qualquer alteração fisicoemocional. Como seriamos nós capazes de nos descartar de nós próprios? Suicido seria uma solução. Então, serão os curiosos apenas isso ou sujeitos que não conseguem libertar-se das coisas, matutando insistentemente sempre que a sua mente vagueia para um espaço desocupado e vazio em algo que não compreendem? Serão eles apenas masoquistas, aproveitando cada momento de incerteza, dando asas à sua imaginação e imaginando todos os cenários e acções possíveis, deliciando-se de toda a raiva ou dor que provem de cada uma dessas hipóteses? Quem sabe.

As coisas mudam e temos que aprender com elas e adaptarmos-nos. Ao contrário do que aconteceu com os dinossauros, se não conseguirmos podemos sempre fugir. Fugir e nunca mais olhar para trás, ter o refrescante começo que tanto ansiamos, para voltar a repetir tudo meses mais tarde; girl on the run.
Os mentalmente ciganos são assim, nunca assentam num lugar, andando sempre em fuga. Assim a vida tem outro sabor, é atingido um nível de liberdade absoluto que pode ser facilmente re-atingido mudando novamente. A vida sabe sempre a nova. Passam por cada pedaço, quase da mesma forma sendo capazes, na perfeição, de o deixar como se nunca tivessem feito parte dele. Quando começa a apodrecer, mudam e novamente têm aquele cheiro a novo que sabe tão bem quando se abre um livro. Mas como ficam as pessoas velhas que foram deixadas para trás? Não sei, mas sinto que estou prestes a descobrir.

Título nj.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009



E tenho dito.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

And the day ended at sea

As he put his arm around my waist, firmly holding me, while his fingers touched my ribs I felt totally safe. Half my body was falling onto him, I was barely conscious. But I could feel that safety coming from him, I could even smell his scent, feel his heart beat.
While he was holding me on one arm he hold his sword on the other. He kept fighting the mobs just like that, as if I wasn't any burden to carry. When the fight was over, everyone went towards the sea to get out of there. It was an underwater journey, to get to the other side, where we would leave this monster place. While still holding me, he dived, swimming with me on one side of his body.
When we got to shore I was starting to wake up. The first thing my blurry eyes saw was him. He was looking at me in shock, having disappointment filling them up. Even his mouth was slightly opened as he couldn't believe what he was seeing. I immediately felt guilty but I couldn't exactly move on my own. I was too weak, on every side of the word. My rescuer kept carrying me to dry land. We passed by him, but I couldn't even face him right. Having my eyes slightly narrowed I lowered my head and just tried to look a little up, but his face was agonizing.
Everyone laid down on the sand. My rescuer put me down and laid down a bit further by my side and he laid just as close as he could to me. I could feel a shiver coming up my spine as his body touched mine. I could feel the scent of territorial land marking as he was just standing there, close to me.
The looks were intense. My rescuer kept staring at me, I kept staring, even though trying to be discreet, at him and him was staring at my rescuer.
On the one hand, I felt tremendously grateful for having being rescued but somehow it was killing me. Knowing that, a simple touch, just to be saved, from that particular person would hurt him. But I couldn't control that much longer. Something was driving me closer and closer to the man who saved me. The mystery, the seriousness of his face, the ruthless of his acts... he was filling my thoughts, consciously and unconciously, but it shouldn't be him there. It shouldn't.

segunda-feira, 16 de março de 2009

segunda-feira, 9 de março de 2009

Wow, ironic.



E agora a parte gira.
Há aquelas pessoas chatas que passam o tempo todo a queixar-se e a falar mal de tudo e de toda a gente, sabem como é? Pois, é blabla para aqui, blabla para ali, sempre na má língua. O pior é quando essas pessoas falam mal e depois ainda são piores que o assunto de que mal falavam!

Pois é, a nossa cara Sarinha, sempre a falar mal nas aulas de Psicologia Positiva, sempre a dizer que é tudo maricas e lamechas e etc, etc. Então não é que a catraia desata a chorar no meio da aula? Ainda por cima num assunto completamente não lamechas, como criancinhas a morrer a fome pfff. Hang in there, son. Chora, choooora, que menos mijas a fraldinha. ;D